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Servir de anfitriões a um estudante estrangeiro é um desafio, mas também uma oportunidade de compartilhar com uma pessoa jovem e de cultura diferente esperanças e ambições, durante parte de um ano letivo. Não obstante toda a orientação recebida em seu Clube, o estudante chega como um estranho em terra estrangeira. A diferença lingüística constitui a prova. Talvez seja a primeira vez que ele se separa da família por um período tão prolongado. É um encontro de culturas, mentalidades, costumes e idiomas diferentes. O desafio da família anfitriã é integrar esse jovem, ajudá-lo a superar as dificuldades

e os problemas, fazendo-o sentir como se estivesse em casa.

A família selecionada para hospedar um estudante estrangeiro deve manter o contato com o mesmo, exprimindo a alegria em recebê-lo e prestando todas as informações necessárias, como clima, tipo de roupa, constituição da família, etc. É aconselhável que os pais anfitriões recebam o jovem por ocasião de sua chegada à cidade. Se for mulher, receba-a com flores. Confeccione um pequeno cartaz, desejando-lhe boas-vindas. Chegando em casa, ele deve ser apresentado aos membros da família e levado ao local que lhe foi designado. É importante lembrar que dentro de 30 dias após a chegada do estudante estrangeiro, será necessário levá-lo à Polícia Federal mais próxima para efetuar o registro de entrada no país.

Após um período de descanso da viagem e alguns dias de ambientação, devem ser mostrados ao estudante alguns pontos de ajuste no novo ambiente como responsabilidades individuais pelas tarefas de casa e a rotina do dia-a-dia. O jovem deve ser tratado como se fosse um filho. Após os primeiros dias, quando tudo é ainda novidade, o estudante poderá se sentir num país estranho e começar a sentir saudade e solidão. Esta situação poderá ser devastadora e traumática, principalmente se o jovem for muito sensível. Nesses momentos, a família anfitriã e o Conselheiro desempenham um importante papel. A melhor solução é um programa cheio de atividades e o contato com alguém que fala a sua língua natal. A responsabilidade da família anfitriã pode ser resumida em poucos preceitos:

–  Receber o jovem estudante de coração aberto

–  Fazer com que ele se sinta em casa

–  Tratá-lo como membro da família, atribuindo-lhe responsabilidades equivalentes aos
    dos outros membros da família

–  Ajudá-lo nos momentos difíceis e respeitar a sua cultura. Desde o começo exponha
    claramente as regras para o intercambista, dizendo o que pode e o que não pode fazer.
    Saiba dizer não, porque ele deve ser tratado como um filho. Não o deixe fazer coisas
    que você não deixaria seu filho fazer. Explique os hábitos e as normas da casa e da
    família. Se interesse por sua vida, procurando conhecer suas atividades, inclusive as
    escolares.